16 outubro 2010
31 outubro 2009
Eu Quero Mais
Muito mais que palavras
Que simples palavras,
Soltas ao vento
Muito mais que fantasias,
Que imaginação
Quero te sentir,
Com meus cinco sentidos
Ver-te...Tocar-te…
Sentir o teu cheiro…
Ouvir-te falar...
Sentir teu gosto…
Ter teu prazer, e te ter
Muito mais
Tocar tuas costas com
A ponta dos meus dedos
Sentir o cheiro dos teus cabelos,
da tua pele
Quero te dar o meu paladar
Tocar teus lábios, com paixão...
Tesão...Amor
Minha língua envolvendo a tua
Te sugando, te lambendo
muito mais
Quero te entrelaçar
Com minhas coxas
Cavalgar sobre teu corpo
Apoiar-me em teu peito
muito mais
Que palavras soltas ao vento…
28 outubro 2009
A Visita
O Marquês de Sade faz uma reverência quase até o chão. Está recebendo Leopold von Sacher-Masoch para chá em sua residência.
- Meu caro von Masoch! Que honra recebê-lo em meu humilde chateau!-Meu caríssimo Marquês. Enfim, nos encontramos!
- Deixe-me tirar esse pesado casaco de farpas que carregais sobre a pele.
- Pode deixar, eu gosto assim.
- Entrai, entrai.von Masoch entra no salão principal e Põe-se a examinar a decoração.
- Que bela coleção de miniaturas! Oh, uma guilhotina de dedo. Funciona?
- Experimente.Zupt!- Charmat!
– diz von Masoch, mostrando o toco do dedo decepado.
- Querido von Masoch, por que nunca nos encontramos antes?
- Talvez porque não somos contemporâneos. Você é de quando?
- 1740 a 1814. Você?
- 1835 a 1895.
- Seria mesmo difícil. Mais razão para desfrutarmos este encontro fictício. Sente-se.Sente-se.
- Uma cadeira de pregos! Senhor Marquês!
- Mandei prepará-la especialmente para sua visita..
- A manisfestação mais alta do espírito humano é a hospitalidade.
- A fidalguia obriga.- Retribuirei sofrendo, para o vosso deleite.
- Não esperava outra coisa de uma sensibilidade tão nobre.
- A cadeira está suficientemente desconfortável, herr von Masoch?
- Sim. Perfeita. Obrigado.
- Como querei vosso chá?
- Fervendo. O Marquês prepara-se para servir o chá, mas von Masoch recusa a xícara.
- Pode ser na mão mesmo. O Marquês despeja chá fervendo na mão do visitante, que geme.
- Aaaahnnn... Obrigado. Está delicioso, De alguma forma, eu sabia que você seria o anfitrião
perfeito.- Posso oferecer, a seguir, canapés, éclairs ou chicotadas.
- Chicotadas, por favor.
Sade e Masoch, finalmente juntos. De certa maneira, somos a dupla definitiva. Uma síntese humana, nos extremos da paixão. O prazer de dominar, o prazer de ser dominado. O êxtase de ser soberano, o êxtase de ser submisso. Pode-se dizer que a História da humanidade não passa de um minueto metafórico que dançamos juntos, através dos tempos.
- Essas chicotadas...são para agora?
- Somos o egoísmo humano na sua forma pura, além do bem e do mal. Somos a racionalização dos instintos, e a bestificação da razão. Chegamos à extrema lucidez do homem, que é reconhecer nas suas próprias taras o que tem de mais humano.
- Por favor . As chicotadas ...Eu as aceito.
- E o mais terrível. Somos os únicos seres sobre a terra que não podem viver sozinhos. Se Deus tivesse criado Masoch, teria que tirar sua costela para fazer de Sade. Sem anestesia, claro. O que quer dizer que também somos, à nossa maneira, símbolos da cooperação entre os homens.
- Senhor Marquês, não quero ser impertinente, mas...As chicotadas.
- O sádico e o masoquista são os únicos seres genuinamente sociais da Criação, pois precisam um do outro. Eles não se bastam. Não se satisfazem sozinhos. Sem o outro não são nada.
- Quero as chicotadas agora!
- Não.
- O quê?
- Não vou chicoteá-lo.
- Mas...Sr.Marquês! É seu dever de anfitrião.
- Não- Eu quero ser chicoteado. Eu preciso ser chicoteado. Eu exijo ser chicoteado.
- No meu chateau, só chicoteio quem eu quero.
- Mas...Isto é sadismo! Da pior espécie!
- Obrigado, obrigado. E o Marquês faz outra mesura, quase até o chão.
Esse texto foi tirado do blog http://stripteasedaalma.blogspot.com/
24 outubro 2009
Sinais
Às vezes a vida nos diz:- Avança! Outras vezes ela nos diz:- Recua!Outras vezes ela nos diz:- Espera!
Às vezes a vida nos diz:- Sim!
Às vezes:- Não!
Outras vezes:- Talvez!
O problema é que nem sempre somos capazes de entender os sinais.
Avançamos, quando é hora de recuar.
Acomodamo-nos quando é hora de avançar.
Tomamos por um não, aquilo que seria apenas
um necessário tempo de espera.
(Fátima Irene Pinto)
10 outubro 2009

Gosto de tirar a roupa
Virar-me de costas
E oferecer-me por inteiro
Pedindo sorrateira
A tua entrada no meu traseiro.
Gosto de tirar a roupa
E me sentir lambuzada
Inteiramente desejada
Pronta para comer
E ser comida...
Gosto de tirar a roupa
Abrir as minhas pernas
E ficar te sacaneando
Oferecendo a minha vagina quente
Cheia de vontade de ficar molhada.
Gosto de tirar a roupa
E me sentir uma puta
Pronta para ser abusada
Penetrada, amada
Tonta de tesão e dor.
Gosto de tirar a roupa
E sentir as tuas mãos me envolvendo
O teu dedo no meu cuzinho
A tua língua na minha pombinha
E a minha boca no teu pau.
Gosto de tirar a roupa
E de gritar como uma maluca
Com o prazer doidivanas
Que tu provocas no meu corpo
Quando entra em mim ereto.
Gosto de tirar a roupa
E ser obscena
Ser a tua pequena
Ser a tua tarada
Sempre pronta para tirar a roupa...
Autor: Ana C. Pozza
08 outubro 2009
10 setembro 2009
Gosto de tirar a roupaE sentir o teu caralho duro
Enchendo de prazer a minha boca
Deixando-me louca de tesão
Enquanto vou sendo beijada com sofreguidão...
Gosto de tirar a roupa
Virar-me de costas
E oferecer-me por inteiro
Pedindo sorrateira
A tua entrada no meu traseiro.
Gosto de tirar a roupa
E me sentir lambuzada
Inteiramente desejada
Pronta para comer
E ser comida...
Gosto de tirar a roupa
Abrir as minhas pernas
E ficar te sacaneando
Oferecendo a minha vagina quente
Cheia de vontade de ficar molhada.
Gosto de tirar a roupa
E me sentir uma puta
Pronta para ser abusada
Penetrada, amada
Tonta de tesão e dor.
Gosto de tirar a roupa
E sentir as tuas mãos me envolvend
O teu dedo no meu cuzinho
A tua língua na minha pombinha
E a minha boca no teu pau
Gosto de tirar a roupa
E de gritar como uma maluca
Com o prazer doidivanas
Que tu provocas no meu corpo
Quando entra em mim ereto.
Gosto de tirar a roupa
E ser obscena
Ser a tua pequena
Ser a tua tarada
Sempre pronta para tirar a roupa...
Autor: Ana C. Pozza
04 setembro 2009
Corpos
"Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma. A alma é que estraga o amor. Só em Deus ela pode encontrar satisfação. Não noutra alma. Só em Deus — ou fora do mundo. As almas são incomunicáveis. Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. Porque os corpos se entendem, mas as almas não."20 julho 2009
Poema do Amigo Aprendiz
Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida, e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
(Fernando Pessoa)
25 junho 2009
Hoje
Hoje...Quero estar a seu lado.
Sentir seu doce afago.
Ganhar seu beijo.
Ser seu maior desejo!
Hoje...
Quero esse amor insensato.
Quero esse amor ingrato.
Mesmo que depois só me reste a dor
De aliviar a saudade por uma
foto num porta-retrato.
Hoje,
Mesmo sabendo
Ser um amor alucinado
Quero viver esse amor errante
Ao mesmo tempo delicado
Livrar-me desse desejo delirante
Quero viver esse amor inconseqüente
Um tanto quanto insano
Com jeito meio cigano
Mesmo sabendo ser um amor
Até mesmo, um pouco doente.
Amanhã...
Prefiro sentir a dor
De vê-lo por um porta-retrato com a certeza
Que vivi o meu amor tão sonhado
Prefiro chorar esse amor ousado
Mas, ter tido você ainda que por alguns instantes ao meu lado!
Sirlei L. Passlongo-
23 junho 2009
Obedecer
Obedecer é difícil por isso faço. 20 maio 2009
A Língua Lambe
A língua lambe as pétalas vermelhasda rosa pluriaberta;
A língua lavra certo oculto botão,
e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.
E lambe,
lambilonga,
lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente,
mais ativa,
atinge o céu do céu,
entre gemidos,
entre gritos,
balidos e rugidos de leões na floresta,
enfurecidos.
(Carlos Drumond de Andrade)
13 maio 2009
Vem !
Preciso abraçar-te com todas as forças do meu serComo se fosse a primeira, a única, a derradeira vez...
Preciso afagar teu rosto com doçura
E navegar nestes olhos que me espreitam com ternura...
Vem!
Já não suporto os apelos da tua boca tentadora
Quero que me roubes um beijo, a princípio, brando
Mas neste beijo quero sentir voz de comando
E desfalecer só de antever o gozo de outras carícias arrebatadoras...
Vem!
E traz contigo as duas metades
A metade humana e a metade fera
Arranca-me de vez do meu insulamento
Rola comigo por desconhecidas ribanceiras
Desperta a esquecida mulher, à tua maneira
Explora sem pudor todas as fendas
Que fores capaz de encontrar dentre as minhas esferas...
Vem!
Que o tempo urge
E uma mulher assim abrasada... não espera!
(Fátima Irene Pinto)
03 maio 2009
Lágrimas
Por vocêMeus olhos...transformaram-se num lago.
A lágrima, então, docemente,
em um traço transparente,
quedou-se ao soluço lânguido.
E quanta coisa esta lágrima não disse.
Falou que sou triste.
Falou de amores passados.
E trouxe em seus reflexos,
um rosto, apenas um rosto.
Então, deste peito rude,
saltou um murmúrio;chamei pelo seu nome...
Silêncio, nada mais que silêncio.
Outra vez é incontida...
meus olhos transformaram-se em lago.
A lágrima rolou mansamentee
quedou-se timidamente desapercebida.
Autor desconhecido
30 abril 2009
Soneto da Devoção
Essa mulher que se arremessa, friaE lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.
Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.
Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.
Essa mulher é um mundo! — uma cadela, talvez...
Mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!
(Vinicius de Moraes)
20 abril 2009
Dominação
Possuidora de mim, de meu corpo, de minha mente...Dominadora de meus sonhos e ansiedades...
Vestida de anjo em corpo de mulher, procura-me com toques e carícias que levam-me ao devaneio, à loucura...
Fogosidade e sensualidade transpiram em teu corpo desejado,
buscando sempre a chama da paixão e do amor acender....
Poderosa e cativante, rebaixa-me ao último grau da escravidão sexual, tornando-me um mero objeto de suas fantasias e desejos....
Chegas como a um verdadeiro turbilhão de emoções que elevam-me ao mais alto patamar do prazer e da sexualidade....
Usas meu corpo como se somente a ti pertencesse, como se fora minha ama e senhora, como que vontade própria eu não mais possuísse...
Quando me subjugas e a ti me entrego, retiras de minha boca palavras indecifráveis, sussurros que somente você entende, espasmos que somente você sabe controlar.....
Apagas de minha memória toda uma vida e passo a ter-lhe como única, inigualável e insubstituível...
Adolescente me faz, inexperiente me torno, procurando-lhe como se a primeira vez fosse, buscando aprender o que cuidadosamente me ensinas, suplicando-lhe sempre muitas carícias e beijos ardentes.....
Vibrações eróticas tomam conta de todo meu ser a cada vez que de você aproximo-me, já não mais consigo controlar minhas ereções, meus pensamentos voam como se momentos ardentes estivesse contigo vivendo....
Momentos estes de puro prazer, de um gozo prolongado e interminável.....
Dominado sou, quero a ti pertencer, a ti entregar-me, saciar e ser saciado, amar e ser amado.....
(José Cardoso)
13 abril 2009
Adeus, amor...
09 abril 2009
Sinto Em Meu Corpo
Sinto em meu corpo a sua línguaQue me arde como se fosse um chicote de fogo
E mesmo que eu não queira
Induz-me a jogar o seu jogo
Entorpece-me o sentido,
Abafa-me o gemido até provocar o meu gozo.
Que poder é esse?
Que sedução devassa é essa
que sinto sempre que você me abraça?
Só de lhe ver me arrepia a pele, em choques térmicos.
E me rendo pacífica aos seus desejos hipotéticos.
Excita-me e me choca a sua ousadia.
Mas sempre mais e mais,
Como num crescendo,
Embarco na sua fantasia.
E quando entregue aos nossos devaneios
Sentindo em meu corpo os seus meneios,
Nada mais importa.
Abrimos do desejo as portas,
Simplesmente porque você é meu homem...
E eu sou sua mulher...
(Asta Vonzodas)
05 abril 2009
04 abril 2009
Saudade
Meus desejos são de ter você pra mim
Vem...



